quarta-feira, 11 de abril de 2012

A casa pronta

Clonagem do eucalipto: a primeira experiência do Brasil foi feita em Aracruz


Por Rodrigo Bernardo
Paisagem constante nas estradas do município de Aracruz, as florestas de eucalipto já são marca registrada da região e impressionam pela exatidão de espaçamento entre os troncos e pela enorme semelhança entre as árvores, que parecem ser exatamente iguais. E na verdade são mesmo. Estas florestas homogêneas são compostas por milhões de árvores clonadas, ou seja, o mesmo espécime multiplicado várias vezes. O termo soa como enredo de ficção científica, mas o processo de clonagem existe e já é usado há um bom tempo. Quem pode explicar com propriedade o por quê de utilizar essa técnica com o eucalipto é o engenheiro florestal Edgard Campinhos Júnior (71), que viajou o mundo dedicando a vida ao trabalho de melhorar a principal fonte de celulose do país, descobriu a clonagem em 1973 na Austrália e a trouxe em primeira mão para o Brasil. "O motivo do trabalho foi para ajudar a atingir a meta de toda empresa, que é máxima qualidade de produto com o mínimo de perdas e consequentemente de despesa. A clonagem do eucalipto possibilita isso, quando se escolhe uma árvore com as melhores características, como resistência a doenças, volume e altura satisfatórios, para ser multiplicada. Como todos os troncos são iguais, o produto final tem a mesma composição e o processo industrial custa menos", explicou.
  
A dona-de-casa que em seu pequeno jardim corta algumas estacas da roseira mais bonita para replantá-las em outros vasos está realizando uma clonagem, sem saber que as próximas roseiras que brotarão dessas estacas serão exatamente iguais à matriz. Com o eucalipto o método é semelhante, mas para realizar o procedimento em escala industrial o processo fica mais complicado, como detalhou Campinhos. "O primeiro passo é escolher a matriz, que precisa ser a árvore perfeita, já que toda a floresta vai depender dela. Viajei muito para a Austrália, Timor, Nova Zelândia e África do Sul (a trabalho de pesquisa em viveiro pela Aracruz Celulose) pesquisando espécies diferentes de eucalipto. A cada viagem trazia 250 sementes e plantava aqui para fazer cruzamentos e observar o desenvolvimento diante do clima brasileiro, interação com o solo e com a fauna local. Tudo isso só para escolher a árvore mais adequada", disse.
  
De acordo com o engenheiro florestal, só depois de muita pesquisa dois tipos se destacaram pelas suas características para dar início aos cruzamentos. "Decidimos reunir a resistência do Eucalyptus urophylla com boa forma e altura do Eucalyptus grandis e montamos pomares para a produção do híbrido resultante desse cruzamento, que ficou conhecido como Eucalyptus urograndis". Depois de crescida e cortada a árvore perfeita é que começa o segundo passo, o processo de enraizamento de estacas. Dos tocos recém-cortados, os brotos que começam a nascer são retirados, talhados em vários pedaços de 8 a 10 centímetros cada e tratados com hormônio, sombra e água fresca para virarem clones, exatamente iguais e com as mesmas qualidades da árvore matriz. Os próximos passos já são com plantio e extração.
  
Se for feito um comparativo da melhoria na qualidade da celulose e aumento da produção antes e depois da clonagem, a diferença se revela gritante, segundo o engenheiro. "O rendimento de celulose, baseado em hectare por ano, era de 5,6 toneladas e com a clonagem o rendimento mais do que dobrou, para 12 toneladas, com o corte agendado em sete anos. A qualidade é outro aspecto importante. Com troncos heterogêneos a indústria tem mais gasto, porque precisa oscilar intensidade da caldeira e quantidade de agentes químicos, já que as fibras são diferentes e isso resulta na perda de parte do material. Nas toras clonadas isso não existe, já que a medida de cada etapa do processo de industrialização da celulose é constante".

Foi preciso uma equipe composta por 63 técnicos, entre cientistas PHDs, especialistas em nutrição de plantas, interação com insetos, genética, fitopatologia (doenças em plantas), matemática e estatística. A pesquisa de Edgard Campinhos (hoje aposentado pela Aracruz Celulose) se tornou tão cobiçada que depois de divulgada para São Paulo, ganhou o mundo. Hoje, o engenheiro presta consultoria internacional em silvicultura e divulga o trabalho de plantio clonal do Eucalyptus, que já lhe rendeu três honrarias, entre nacionais e internacional: o prêmio "Marcus Wallemberg" de 1984 na Suécia, o prêmio "Araucária de Prata", da Associação Paulista de Reflorestamento (1985) e a honraria "Homenagem ao Pioneirismo" (1997) da Associação Paraense de Engenheiros Florestais, pelo desenvolvimento de atividades florestais no Brasil.

Clonagem substitui sementes
Nativo da Austrália, o eucalipto varia entre mais de 800 espécies, mas poucas tiveram desenvolvimento equiparado ao Eucalyptus grandis (da Austrália) e ao Eucalyptus urophylla (do Timor). A escolha para resultar em uma semente híbrida que reúna crescimento com resistência é feita por meio da polinização induzida, ou seja, a melhor árvore "mãe" recebe polinização da melhor árvore "pai" por meio de uma espécie de inseminação artificial, feita manualmente, na própria floresta. Para seguir o plantio clonal do Eucalyptus é só extrair a rebrotagem do "filho" desse cruzamento, mas nem todos têm recurso para desenvolver e manter um laboratório de pesquisa para clonagem. Logo, resta a propagação do eucalipto por sementes.
  
Nesta última, a árvore resultante do cruzamento entre os melhores espécimes vai crescer e das suas novas sementes a próxima geração será plantada. Este tipo de melhoramento genético (por gerações) é mais barato, mas demora bem mais do que a clonagem para se obter resultados satisfatórios, segundo Edgard Campinhos Júnior. "Um programa de melhoramento genético como esse demora de 20 a 25 anos, enquanto um programa de propagação clonal por enraizamento de estacas é quase instantâneo, especialmente hoje, já que o sistema está bem mais desenvolvido e com variações tecnológicas", explicou.
  
No Espírito Santo a clonagem se deu tão bem que o laboratório comandado por Campinhos (que era no campus onde hoje fica a Prefeitura de Aracruz) chegou a gerar os chamados "clones plásticos", que recebem esse nome porque crescem bem em qualquer lugar, mesmo com variação de solo e clima. Em Aracruz, cada hectare por ano gera 45 metros cúbicos de madeira sólida, com 1.111 pés de eucaliptos plantados por hectare, cada árvore no centro de um espaço de 9 metros quadrados.
  
Em sete anos os eucaliptos já atingem o tamanho ideal e começam a competir por luz, água e por isso são cortados. As árvores que são cultivadas por 15 a 20 anos tornam-se madeira para serraria e têm a mesma qualidade das árvores nobres para fabricação de móveis. O mesmo processo de clonagem é feito com seringueiras, para fabricação de borracha e derivados.

Tubetes vieram do Hawaii
Para quem não conhece, as estacas resultantes do corte dos brotos viram clones de eucalipto em mudas enraizadas nos pequenos tubos de acrílico, os chamados "Tubetes". Esses recipientes são utilizados porque abrigam a pequena muda de forma confortável para o enraizamento, permitem o crescimento adequado até a planta conseguir se fixar no solo comum e têm formato anatômico que facilitam armazenamento e logística do viveiro. A técnica dos Tubetes também foi trazida para Aracruz pelo engenheiro florestal Edgard Campinhos Júnior, que trouxe a novidade do Hawaii.
  
Em uma de suas viagens pelo mundo à procura do eucalipto perfeito, Campinhos passou pelo Hawaii e constatou que lá a madeira é a principal fonte de energia e o eucalipto, árvore utilizada para tal. Os pesquisadores americanos que desenvolviam o trabalho com eucalipto no Hawaii utilizavam os Tubetes para alocar as mudas e, em troca da técnica de clonagem do engenheiro florestal brasileiro, cambiaram o procedimento de mudas nos pequenos recipientes. Chegando em Aracruz, os tubos fizeram sucesso. O viveiro teve espaço otimizado e o transporte de mudas ficou facilitado, já que os antigos torrões que chegavam a pesar mais de um quilo cada um, só para carregar uma planta, foram substituídos pela nova embalagem com a metade do peso e um terço do tamanho. A irrigação regular do viveiro também foi otimizada, com trator, e com o espaço funcionando o ano inteiro, mais emprego e renda foram garantidos.




Um breve histórico do Dr. Eucalipto

Com 71 anos, morador de Coqueiral, o engenheiro florestal Edgard Campinhos Júnior nasceu em Linhares, passou por Rio de Janeiro e Minas Gerais, até que se interessou pelo curso recém criado em Viçosa (MG), de Engenharia Florestal. Depois de se formar, Campinhos trabalhou no Instituto Estadual de Florestas de Minas, dedicado à genética e ao cruzamento de plantas, especialmente do eucalipto.
  
Em janeiro de 1968 foi chamado para trabalhar na então Aracruz Florestal, já atuando com o recolhimento de sementes pelo mundo, pesquisa e clonagem. "Existia um trabalho de plantio de eucalipto por mudas, mas a adaptação não era boa e morria 20% da plantação. Em seguida, a pesquisa deu certo e 10 anos depois de plantadas as primeiras clonagens, inaugurava a fábrica da Aracruz Celulose S.A., com 2 milhões de árvores clonadas", contou.
  
O pesquisador fazia três a quatro viagens internacionais por ano para conhecer novos métodos e coletar sementes. Aposentou-se em 1994 pela Aracruz Celulose como "Gerente Geral de Silvicultura e Pesquisa" e hoje trabalha como Consultor Internacional em Silvicultura. Além de honrarias nacionais e internacionais recebidas, Campinhos foi chamado a participar de inúmeros congressos mundiais de florestas, palestras, pesquisas, publicou trabalhos técnicos voltados para a propagação do eucalipto, colaborou com artigo sobre melhoramento genético para a revista "Opiniões - Celulose e Papel" e teve seu trabalho acompanhado por reportagem especial do programa "Globo Rural", da Rede Globo de Televisão, sobre coleta de sementes, clonagem e propagação do eucalipto.

A Aracruz Celulose e a crise
Não é só em relação à clonagem de eucaliptos que os comentários do engenheiro florestal são animadores. Quando questionado sobre a sua visão em relação à crise econômica e os reflexos para a Aracruz Celulose, as palavras de Edgard Campinhos Júnior foram de incentivo. "Olha, a empresa foi idealizada por empresários muito bem preparados, que conseguiram prever a alta da celulose diante da necessidade e tiveram a brilhante idéia de instalar a fábrica, especialmente o Dr. Leopoldo Garcia Brandão (dentista por formação e hoje conselheiro do SESC Pantanal), peça importante para a acomodação da fábrica. Essa coisa toda não foi por acaso, pelo contrário, foi muito bem pensada e os diretores têm pé no chão", disse.
  
O pesquisador revelou acreditar que, assim como a crise, o momento delicado nas finanças da empresa é passageiro. "As pessoas não precisam se preocupar, porque o Brasil e o mundo têm uma alta demanda de madeira e a Aracruz Celulose mantém alta produtividade. Além disso, empresas grandes e importantes estão se associando à Aracruz Celulose e isso não é à toa. A solidez da empresa é confiável, senão, grandes empresários não arriscariam dessa maneira", salientou.
  
Campinhos completou ainda que o fato de terem encontrado um município com toda essa logística disponível foi um verdadeiro achado. "Qualquer empresa que trabalhe com exportação ficaria satisfeita com as vantagens que existem em Aracruz. Aqui o empreendedorismo é inédito em todo o mundo, porque em nenhum outro país a celulose sai quente para o porto. Em alguns países ela é transportada até 200 quilômetros de caminhão, enquanto aqui a distância é de apenas um quilômetro. A administração empreendedora que o município tem também fez um marco na história, porque soube entender as potencialidades de Aracruz e utilizá-las de forma sustentável. O Porto de Barra do Riacho, que deve ser a menina dos olhos desse município, foi o alvo de investimentos e a gestão municipal soube trazer Petrobras, Estaleiro e por aí é que vem o desenvolvimento".

Café pegou carona na clonagem
Dentre as áreas compradas pela Aracruz Celulose, na década de 70, para plantio do eucalipto, estavam algumas terras que eram usadas para a cafeicultura, do Sr. Vanderli Bastos, de São Gabriel da Palha. Segundo Edgard Campinhos, o pioneirismo da clonagem dos eucaliptos deu uma carona ao café e alavancou a produção. "A Aracruz Celulose tinha negociado essas terras que tinham café plantado e que eram do Vanderli Bastos. Como foi na mesma época do sucesso da clonagem com o eucalipto, o diretor pediu para que eu ensinasse ao cafeicultor sobre o processo pesquisado, para que ele utilizasse".
  
Segundo Campinhos, depois de aprender a técnica de rebrotagem aplicada ao café, a produção que antes variava entre 15 e 20 sacas por hectare passou a render 70 a 90 sacas/he. "A clonagem por propagação de estacas de rebrotagem dá certo em quase todo tipo de planta. É receita de sucesso", animou o engenheiro.




Diretor da Aracruz Celulose destaca trabalho de Edgar Campinhos

O Diretor de Operações da Aracruz Celulose, Walter Lídio Nunes, deu a seguinte resposta para a pergunta abaixo:

Qual a importância das pesquisas de Edgar Campinhos e o que representa para a empresa?
"O sucesso de uma empresa depende de pesquisa e inovação. A Aracruz entendeu essa importância numa época em que isso não era muito comum no Brasil. Sem isso não se consegue ser competitivo. A Aracruz começou com a operação florestal e dentro deste trabalho desenvolveu o sistema de propagação clonal de floresta de crescimento rápido - o eucalipto - que hoje é o modelo que todas as empresas competitivas do setor aplicam. A empresa foi pioneira e liderou esse movimento. Tanto que em função disso ganhou, no dia 14 de setembro de 1984, do rei Gustavo, da Suécia, o Prêmio Marcus Wallenberg, considerado a mais alta distinção em pesquisa florestal no mundo. O prêmio foi recebido pelos profissionais Edgard Campinhos, Yara Ikemori, Leopoldo Brandão e Ney Magno dos Santos em reconhecimento aos avanços alcançados com o uso comercial da tecnologia de clonagem de eucalipto. Esse prêmio foi o resultado de muita dedicação e trabalho da equipe de pesquisa da Aracruz, chefiada por Campinhos. O Campinhos era o responsável pelo Centro de Pesquisa e foi uma figura extremamente importante e tinha a liderança junto com a Yara Ikemori nessa pesquisa. Ele faz parte da história da Aracruz e seu nome está associado ao case de sucesso que a empresa tem, com reconhecimento internacional. O trabalho de clonagem é hoje utilizado também na cultura do café".

Clonagem eucalipto

A Clonagem a seu Alcance
          A palavra clone deriva do grego “klon”, que significa broto e pressupõe, portanto, a existência de um indivíduo gerado a partir de células, que resulta na obtenção de cópias idênticas de um mesmo ser vivo, derivando uma clonagem. A clonagem pode ser natural ou induzida artificialmente.
          Ela e´ natural em todos os seres originados a partir de reprodução assexuada, na qual não há a participação de células sexuais (gametas), como e´o caso das gramas dos jardins ou do morangueiro, cujos nós dos ramos laterais rentes à terra formam raízes gerando plantas independentes. Assim, ao fazerem mudas de plantas, os agricultores e jardineiros estão produzindo clones.
          A clonagem induzida artificialmente exuma técnica da engenharia genética aplicada em vegetais e animais. Nesse caso, a reprodução e´também assexuada, mas produzida em laboratório, baseada em um único patrimônio genético. A partir de uma célula mãe ocorre a produção de uma ou mais células que são os clones.
          Essa técnica e´extremamente importante para produzir árvores como Eucalipto, matéria prima para a fabricação do papel.
          A clonagem do Eucalipto  inicia - se no campo, onde e´realizada a seleção das melhores árvores, as quais serão cortadas.
          A touça vai brotar, e será feita a coleta destes  brotos que serão levados para o laboratório de micro propagação, onde iniciará o seguinte processo:
          Faz-se a limpeza, cortam-se as folhas (ficam em forma de Y), faz-se assepsia e inocula em meio de cultura sem hormônio;
          A cada 21 dias o material e´ transferido para novo vidro com solução nutritiva adequada, composta de sais minerais, hormônios, vitaminas e gelatina ágar-ágar;
Então, e´ feito o plantio do material no micro jardim clonal em calhetão ,e faz a poda em  seguida.
Após 15 dias, já pode coletar o material na forma de micro estacas, que e´ plantado em tubetes (com substratos) e levado novamente para a casa de vegetação, onde fica por 20 dias.
Após este período vai para a casa de sombra, onde fica por 10 dias, e com 60 a 90 dias a muda está apta para o plantio no campo.
          Em média a matéria e´ multiplicada por cerca de 6 a 12 meses, quando passa para a fase de alongamento de brotos.
Então estes são colhidos e enviados para o viveiro de pesquisa, onde o broto micropropagado e´ colocado na casa de vegetação para enraizamento e permanece na mesma por 20 dias. Em seguida e´ levado para a casa de sombra onde permanece por mais 20 dias.
                Todo este processo de clonagem de Eucalipto, poderá ser apresentado para os alunos através de uma maquete, confeccionada por eles próprios, utilizando EVA e isopor, como segue a foto abaixo.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Novas mercadorias

E tempo de limão, feijão e aipim


domingo, 7 de junho de 2009

XTZ 250 Lander

Introdução

A XTZ 250 Lander é uma motocicleta da categoria On-Off Road fabricada pela Yamaha.

Possui freios à disco nas duas rodas, sendo o disco dianteiro com 245mm de diâmetro (pistão duplo) e o traseiro com 203mm (pistão simples).

Em comparação com sua concorrente direta (Honda XR 250 TORNADO), a Lander destaca-se em vários quesitos, podendo se destacar:

Pontos Positivos

  • Sistema Air Induction, interligado ao sistema de injeção eletrônica, ao filtro de ar, ao catalisador e ao cabeçote, que, além de render mehores resultados em baixas e médias rotações, auxilia na diminuição da emissão de poluentes;
  • Farol do tipo multirefletor, que na mesma potencia das concorrente, porém, com estruturas diferentes, resulta em melhor luminosidade;
  • Painel de instrumentos (outra grande diferença) além de ser totalmente digital, conta com marcadores de gasolina, reserva, relógio, velocímetro e rotações digitais;
  • Injeção eletrônica de combustível (maior economia, melhor desempenho e menores níveis de emissões);
  • Peso a seco de apenas 130 kg;
  • Freio traseiro a disco (maior segurança);
  • Motor mais silencioso por ser SOHC (sistema com comando simples de válvulas);

Pontos Negativos

Apesar de ser uma moto de tecnologia de ponta, a Yamaha deixou que alguns quesitos fossem apontados negativamente, entre eles pode se destacar:

  • Rodas de ferro (maior peso e menor resistência à oxidação);
  • Peças herdadas da XTZ 125 e YBR (comandos de punho);
  • Balança traseira de ferro (para alguns, mais pesada para trilha);
  • Roda dianteira muito fina;
  • Iluminação fraca (em comparação com outros modelo de farol de 60 watts, a Lander possui um farol de 35 watts, fraco em determinadas situações).

Honda XR 250 TORNADO

Honda XR 250 TORNADO

A ""XR 250 Tornado"" é uma motocicleta fabricada pela Honda do tipo off road. Possui o mesmo motor da CBX 250 Twister. Por durante muito tempo, dominou o mercado de média cilindrada de on-off road, quase sem concorrência, quando somente em 2007 a Yamaha lançou no mercado a Yamaha XTZ 250 Lander com quase as mesmas característica, porem com o motor com injeção eletrônica. A Fábrica não confirma, mas há rumores que sua fabricação encerrará em 2010.

Especificações Técnicas

(XR-250 - ano 2007)

Item Especificação
Comprimento Total 2147mm
Largura Total 845mm
Altura Total 1203mm
Altura do Assento 880mm
Distância entre eixos 1427mm
Peso seco 134 kg
Motor (tipo) 4 tempos, DOHC, refrigarado a ar com radiador de óleo, monocilindrico, 4 válvulas
Cilindrada 249cc
Potência 23,3cv a 7.500rpm
Capacidade de Óleo 1.8 litros (total), 1.5 (troca)
Transmissão 6 velocidades
Sequência de marchas 1-N-2-3-4-5-6 (primeira para baixo)
Consumo 23 - 30 Km/l (*)
Vel. Máxima 140 Km/h (aproximação)
0 a 100 Km/h ??"0
Tanque 11,5 L (reserva 3.7 L)

(*) A quilometrágem por litro depende de muitas variáveis, como: velocidade, constância na aceleração, troca de marchas, peso do piloto e outros fatores.

Volkswagen Parati



Volkswagen Parati
Construtor: Volkswagen
Produção: 1982 — presente
Antecessor: Variant — Brasília
Tipo de Carroçaria: Station Wagon
Motor: 1.0, 1.0 16V,1.0 16V Turbo, 1.3, 1.5, 1.6, 1.8, 2.0 e 2.0 16v
Modelos relacionados: Volkswagen Gol
Volkswagen Voyage
Volkswagen Saveiro
Modelos similares: Fiat Palio Weekend
Chevrolet Corsa Wagon
Ford Escort SW


A Parati é uma perua derivada do Gol. Iniciou sua produção em 1982, já como linha em 1983, para ocupar o nicho de mercado deixado pela Brasília e pela Variant II.

O nome, aproveitamento de uma palavra tipicamente brasileira que identifica uma cidade histórica do país, localizada no Estado do Rio de Janeiro, adequado a um veículo do tipo perua para passeios/turismo.

Para a Volkswagen a Parati se encontra na 4ª Geração, porém existiu uma grande alteração na referida GI para a GII, conhecida como Parati bolinha.

História

No inicío da década de 80, com a construção da nova fábrica da Volkswagen do Brasil em Taubaté(SP), a Volkswagen do Brasil deu início a produção da chamada Família BX, da qual nasceram os VW's Gol, Saveiro, Voyage e Parati. A VW Parati (Station-Wagon) da família BX (com motor Boxer - quatro cilindros horizontais em linha arrefecidos a ar).

O início da produção Parati ao mesmo tempo marcou o fim da produção da VW Brasília que era um sucesso absoluto de vendas tendo saído linha no início deste ano com mais de 1 milhão de unidades produzidas. Com a mesma mecânica do Voyage, motor refrigerado a água, a Station-Wagon de 2 portas (que só veio ter 4 em 1998) tornou-se a mais vendida no ano de 1984 o posterior ao seu lançamento. Suas linhas retas davam um ar jovial, que conquistou os jovens “Geração Rock In Rio”. Suas deslancharam em 84, quando atingiu a sétima posição entre os mais vendidos, deixando para trás as mais tradicionais do mercado: Marajó, da Chevrolet, Panorama, da Fiat e a Belina, da Ford, que competia com as grandes e com as pequenas.

Em 1983 chegava o motor 1.6 litro MD-270, também chamado de “Torque”, usado o mesmo usado no VW Passat. O Motor contava com ignição eletrônica, 2(dois) carburadores, com mudanças da taxa de compressão, dos pistões e das válvulas. O novo propulsor era capaz de desenvolver 81cv de potência máxima sendo o mais potente fabricado pela Volkswagen do Braisl na época. Acoplado ao Motor 1.6 veiram câmbio novo, de 4 marchas, do tipo 3+E,com efeito "overdrive", visando bom desempenho com economia de combustível.

VW Voyage e Parati recebem o motor 1.8 derivado do VW Gol GT, que neste último alcança 99cv(aproximadamente), mas com Cãmbio de 5 marchas com relações de trocas de marhcas mais bem distribuídas que as do antigo câmbio de 4 marchas. Juntamente tanto Voyage quanto Parati ganharam modificações estéticas. Toda a família BX recebia frente mais baixa com pára-choques envolventes e lanternas traseiras maiores. sem nenhuma mudança no interior.

A VW Parati passa a ser produzida em duas versóes a CL e GL, recebia mudanças internas, com destaque para o painel usado em amas as versões, que era o mesmo usado no Voyage de exportação, o Fox, que logo depois passou a ir junto com a Parati, a Fox Wagon e que obteve relativo sucesso entre os modelos pequenos da América do Norte (EUA e Canadá). Com instrumentos semelhantes aos do Santana, com um tacômetro (conta-giros). Outra característica do quadro de instrumentos era a luz composta por leds coloridos. O Salão do Automóvel de 1988, realizado em São Paulo, marcou a chegada da versão luxuosa e esportiva GLS, para a Parati e Voyage, com o motor 1.8 a álcool do Voyage, de 96cv exportação que só seria vendida em 1989.

Como parte do acordo Ford-VW da Autolatina, a Parati CL, recebia o motor CHT 1.6 Ford, rebatizado de AE 1600, cuja sigla tem por signifcado "Alta Economia". Com 76cv de potência, a versão a álcool não primava pelo desempenho compensado pelo bom consumo. Na virada da década a Parati tinha como propulsores os: CL AE 1600(1.6) e CL AP-800(1.8), GL AP-600(1.6), GL AP-800(1.8), GLS 1.8 com duas opções de combustível. No Salão de São Paulo, de 1990, a VWB lança a linha 91 com a reestilização frontal. A frente dos carros torna-se mais arredondada, apesar de quadrada ainda, na Parati, mudanças discretas na traseira, com novas cores e estofamentos para toda a linha.

Para a linha 1992, segundo medida legislativa, toda a linha Gol passa a ser equipada de série com catalisador,que aparece como inscrição “catalisador” na tampa traseira. O motor 1.8 de 99 cv, passava a equipar a Parati GLS, o 1.8S do Gol GTS. A versão luxuosa da Station-Wagon até hoje é admirada pelo seu visual jovem e esportivo. A VW Parati passa a ser equipada com direção com assistência hidráulica, uma reivindicação antiga de seus consumidores. A Parati recebe a mesma reestilização do Gol com um desenho mais arredondado. A cor de lançamento foi a vermelha e a Volkswagen buscou dar à Parati um maior apelo esportivo junto ao público jovem, embora ainda fosse oferecida apenas na versão 2 portas (3 contada a traseira). Sua versão GLS tinha motor 1.6 de 109cv de potência e injeção eletrônica FIC (Ford).

Neste ano começava a produção da Parati 2.0 GTi 16V (Gran Turismo International = GTi) com injeção eletrônica multiponto. Uma característica curiosa do veículo (tal qual como o Gol) era o "calombo" no capô necessário para a acomadação do propulsor com as 16v. A versão de elevado valor, não teve bons números de vendas. Finalmente a Volkswagen começou a produzir a VW Parati na versão 4 portas, considera uma antiga reivindicação de seus consumidores, que, possivelmente, não havia sido ainda atendida por problemas estruturais na carroceria. Além da versão com motor 1.0 de 16v, Gol e Parati passam a ter como opcionais bolsas infláveis. Neste ano chamou a atenção no Salão de São Paulo a apresentação do conceito EDP II (sigla para Egernharia Desenvolvimento de Produtos e o "II" era uma referência ao EDP 200 de 1996), uma Parati estiliza com faróis de perfil baixo, com a reestilização da Geração III, linha 2000, como grade, capô e maçanetas. Neste mesmo ano a Parati perdeu a liderança do mercado para a Fiat Palio Weekend.

Em 1999 foi reestizada a Parati com as mesmas mudanças estéticas e mecânica aplicadas ao Gol. 2000 - 1.0 16V Turbo (112cv) e 1.6 álcool A VW Parati passou a ser equipada com o primeiro motor 1.0 turboalimentado de série do mercado, a VW Parati, cinco meses depois de a Volkswagen ter apresentado o então novo motor turbinado a bordo do Gol. A Parati Crossover - versão esporte - possuía suspensão mais alta (em 2,7cm), sem tração integral, com visual mais robusto devido aos pára-choques e apliques de plástico preto, com cromados na grade, spoilers e saias laterais, tendo mais cara de "carro urbano". A Versão Crossover contava com duas motorizações: o moderno 1.8 TotalFlex (103cv a gasolina e 106cv a ácool) e e o antigo 2.0, com 112 cv de potência e mais torque.

Internamente, o painel de instrumentos diferencia-se das outras versões com novo desenho de velocímetro e conta-giros, assim como os números, têm apelo mais esportivo, além do pomo da alavanca de câmbio com detalhe cromado e volante revestido de couro. De série, a Crossover trazia ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, banco do motorista com regulagem de altura, entre outros itens. Em agosto deste mesmo ano a Volkswagen lançava a versão bicombustível da Parati "City".

Em agosto de 2004 encerra a produção da VW Parati co motor 1.0 16V Turbo. A versão Plus começa a ser vendida com motor 1.6TotalFlex, e com apoios de cabeça no banco traseiro e faróis duplos com lâmpadas de luz branca. Garantia de três anos para motor e câmbio. A VW Parati G4 é lançada com novos parachoques e com novo desenho na traseira, com lanternas e vidros maiores. A série especial Track & Field limitada a 4400 unidades chega ao mercado com duas opções de motorização: 1.6l e 1.8l, ambos flexíveis, com detalhes tanto externos quanto internos que a diferenciam da Parati Standard, possuindo como equipamentos básicos, nas duas opções de motorização, ar condicionado, aerofólio traseiro selfcolor com brake-light, barras longitudinais de teto, lanterna e faróis de neblina, preparação para som com alto-falantes, banco do motorista com regulagem de altura milimétrica, tacômetro, banco e encosto traseiro bipartidos e rebatíveis. Como opcional há CD Player com comandos atrelados ao volante, trava elétrica nas portas, freios ABS e controle elétrico dos retrovisores. O sistema de rastreamento passa a ser disponível para toda a linha Volkswagen.

Além da decoração na carroeceria a Série Surf contava com faróis auxiliares com máscara negra, moldura de plástico, cinza nas caixas das rodas e para-choques, rodas de liga leve aro 15", na cor cinza. No interior apliques prateados nas portas, painel e interruptores, tons metálicos também nos botões de acionamento dos faróis e freio de mão, além dos anéis das aídas de ventialação. Os equipamentos de série eram direção hidraúlica, alto-falantes, luz de leitura e espelhos retrovisores externos com controle interno. A linha VW Parati passa a ter duas versões de acabamento, Plus e Comfortline, com duas de motor, 1.6 e 1.8 Total Flex.